sábado, março 29, 2008
Fitna
Não são só atentados terroristas como a "boa" comunicação social do costume quer fazer entender, as execuções perpetradas por estados islâmicos, onde vigora a lei deste maldito livro, e que são estados reconhecidos internacionalmente e que não podem ser considerados terroristas, também fazem parte do cardápio.
As culturas desses povos já foram completamente arrasadas pelos mandamentos deste livro, e agora, continuando as pretensões expansionistas do Islão, a Europa é o hospedeiro que se segue, e conta com a ajuda de muita boa gente que está mortinha por vender a Europa a troco das suas frustrações pessoais.
O filme se falha é só mesmo em não conseguir evitar estes "esquivanços" desta gentinha-do-meio-conto.
Originalmente publicado no liveleaks.com. O administradores do espaço tiveram de remover o filme por terem sido ameaçados. Não se sabe por quem, ou pelo menos eu, tenho dúvidas se foram islâmicos "fanáticos" ou multiculturalistas fanáticos.
Um dia triste para a Europa certamente, brevemente numa vila perto de si.
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quinta-feira, março 20, 2008
segunda-feira, março 17, 2008
O ser humano, os lobisomens e a morte das sociedades híbridas.
Parece que existe entre os humanos a impossibilidade de se reproduzirem sexualmente com outras espécies. Esta realidade que tem pautado a existência humana ao longo de toda a sua existência através de um certo bom senso consensual, parece actualmente estar prestes a ser posta em causa, senão mesmo totalmente abandonada, devido aos avanços da engenharia genética e à capacidade de produção em laboratório de seres híbridos resultantes do cruzamento de espécies naturalmente divergentes. A partir daqui e dependendo das vontades políticas que nos governam, poderemos tentar adivinhar o que será o futuro.
Contudo, não é tanto esse futuro quase circense de uma galeria de horrores que aqui nos interessa. Interessa-nos mais as histórias de lobisomens que povoaram o imaginário popular português nomeadamente do interior do país ate meados do século XX.
A questão aqui importante a saber é que tipos de função preenchiam essas crenças nos lobisomens. Os mitos dos lobisomens tal como todos os mitos em geral parece, além de tudo, preencher um espaço de reflexão. O que eles nos dizem é que determinados indivíduos se transformam em lobos durante determinadas alturas do mês, e que nessas alturas são particularmente perigosos para as pessoas e para a comunidade em geral. Daí resulta uma série de proibições implícitas resultantes do perigo que a comunidade e os indivíduos enfrentam (particularmente as mulheres), como seja a de saírem de casa depois do anoitecer pelo perigo de serem atacados por um desses seres monstruosos.
Ora que reflexões nos podem induzir estes mitos dos lobisomens? Primeiro e antes de mais, a situação da ambiguidade e marginalidade do ser humano que não é totalmente humano. Ou seja a ambiguidade do monstro de Frankenstein. Um humano feito com pedaços de muitos outros humanos. Que melhor metáfora podemos ter para o problema?
Todas as ambiguidades são objecto de reflexão mitológica. O texto mítico como que expressa uma reflexão profunda e colectiva, comunitária, sobre cada essas ambiguidades. E o caso do mito do lobisomem parece tratar-se de uma reflexão sobre as posições taxionómicas da espécie humana e das outras não-humanas, bem como sobre o espaço conceptual que cada uma delas ocupa de acordo com a ordem natural das coisas, ou seja, de acordo com o princípio de não cruzamento entre a espécie humana e as outras, representadas aqui pelo lobo. A ambiguidade aqui mantida pelo lobisomem, aquele que não é humano nem é lobo mantendo-se parte do primeiro e parte do segundo, é ela própria a essência da reflexão, sendo o mito o responsável pelo aviso do perigo eminente de tal ambiguidade, e pelo aconselhamento aos comportamentos correctos em vista à manutenção da ordem no cosmos.
Ora, as classificações onde os homens distribuem as coisas e os seres, são imensas, e prendem-se sempre com a questão da organização do seu universo numa tentativa de mantê-lo em ordem face aos caos ameaçador da estabilidade e da segurança.
O homem do campo sabe distinguir uma flor amarela de uma alface pela simples observação directa. Não precisa que um cientista lhe diga que são espécies diferentes. Ele sabe-o bem, pelo conhecimento da experiência que adquiriu ao longo da vida e daquilo que lhe foi transmitido pelos seus antepassados. Do mesmo modo o homem primitivo aprendeu a manter-se unido face às ameaças externas das tribos vizinhas. Ele aprendeu a preservar a sua identidade, as suas formas de ser, de estar e de fazer, tal qual os seus antepassados o tinham sido, feito e dito, porque disso dependia a preservação do grupo e a sua sobrevivência. Claro que haviam alianças, mas não com tribos diametralmente opostas, mas apenas entre tribos vizinhas. As alianças eram aliás uma forma da manutenção da paz e de defesa do território. As alianças feitas entre grupos através da troca de mulheres, estruturavam-se segundo uma rede de proximidade/distância conceptual que vai do mais familiar ao mais longínquo e onde a aliança se estabelece preferencialmente com o mais próximo, e evita-se com o longínquo. Trata-se de uma rede hierárquica de preferências para estabelecer a paz (aliança) ou a guerra, que é estabelecida pelo grau de maior ou menor proximidade conceptual em relação a outrem. Ora, mais uma vez aqui a questão da recusa e resolução da ambiguidade (reflexa no mito dos lobisomens de que falámos anteriormente, a respeito da taxionomia animal onde os humanos não se cruzam com outras espécies diferentes), é importante para salvaguardar a identidade dos grupos na medida em que não admite alianças com grupos conceptualmente distantes, preferindo-as com os grupos adjacentes mesmo a nível territorial. Criar alianças com o conceptualmente distante é inserir o “Outro”, o estranho, o bizarro, o perigoso, no seio da própria comunidade. Esta questão parece-me ser da maior importância, pois é a resolução e recusa da ambiguidade pela comunidade através do mito, e muitas vezes encenada no próprio rito, que catapulta o grupo a manter-se coeso permitindo-lhe a sobrevivência a todo o tipo de erosão da história ou mesmo corrosão, seja ela resultante de que tipo de ameaça for.
Estas ideias têm, como é óbvio, consequências no pensamento político. Agir contrariamente, a elas é agir contra a própria natureza humana testada e afirmada ao longo de séculos e séculos de história. Neste momento que urge pensar e agir à velocidade das máquinas, as ameaças são muitas. Talvez tenhamos no futuro de nos debatermos com toda uma sociedade híbrida. Hoje, de humanos híbridos tal como nos conhecemos ainda; mas, quem sabe, amanhã também uma sociedade de novos “lobisomens” gerados em laboratório pela engenharia genética, ou talvez ainda de seres, até agora apenas ficcionados pela ficção científica, que oscilam entre o homem-biológico e um homem-máquina. No fim de contas parece que a palavra de ordem, a tónica deste discurso político actual, é essa hibridez sempre aceite e sempre bem vinda por parte do poder instituído. Esta hibridez que não é mais do que a ambiguidade recusada e resolvida pelos mitos dos nossos ancestrais ao longo de toda a nossa história. O fim das fronteiras entre o “Eu” e o “Outro” conduz à morte tanto de um como de outro. A hibridez é o verdadeiro rosto da morte. Uma morte onde o que era já morreu, e onde se procura levantar uma nova identidade à escala global. Mas uma identidade global donde ninguém realmente se sente parte, por pura e simplesmente não existir uma cultura identitária mundial. Mais ainda, tal cultura global nunca poderá existir, por não haver alteridade no espaço cósmico aos seres do planeta Terra. A não ser que sejamos invadidos por extra terrestres. Só nesse caso poderia haver uma cultura e uma identidade à escala planetária. Parece-me pelo contrário que a evolução da identidade dos grupos, não vai ser tendencialmente para se alargar territorialmente, mas pelo contrário para se localizar em pequenos grupos territoriais mesmo que à partida o elo de união entre os seus membros não seja territorial. À medida que o discurso globalista integrador e provocador de ambiguidades híbridas for ganhando terreno, pequenas implosões identitárias dar-se-ão por toda a parte como forma dos indivíduos combaterem o isolamento e a solidão a que o deserto da pseudo-cultura global os remete. E dessas implosões locais criadoras de pequenos grupos de identidade, novas alianças se estabelecerão dando origem a grupos localizados maiores e melhor organizados. Não vivemos na Era do cidadão do mundo. Vivemos na Era da multiplicação dos grupos e da recusa do indiferentismo a que a globalização pretende remeter os indivíduos. Separado desses grupos, o indivíduo isolado não consegue sobreviver. Ficará no meio do fogo cerrado que acontecerá à sua volta sem que ninguém o proteja. A nova ordem já começou. A maior parte das guerras do futuro serão estas que as novas identidades traçam. Serão guerras de guetos contra guetos. E pouco mais restará da antiga divisão político-administrativa do território real do que guetos.
Resta-nos lutar desde já para que o antigo saber dos nossos antepassados regresse a nós e não se perca; para que esses mitos e lendas que pautavam a sua vida, voltem para nos ensinar aquilo que já os nossos avós aprendiam com eles – que a sobrevivência do nosso grupo depende inexoravelmente da nossa vontade de permanecermos unidos e coesos num só território, numa só língua, numa só voz.
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domingo, março 16, 2008
Entrevista - Choque de ignorâncias
Fala uma das ignorâncias a respeito da outra, isto já lá em 2006, mas podia muito bem ser hoje.
Quando apareceu esta moda do esclarecimento que ilumina apenas alguns pensei que se tratava apenas disso mesmo, de uma moda, mas com o passar do tempo, algumas coisas saltam à vista. Como se vê nesta entrevista, trata-se de um estratagema ardiloso para fundamentar um hipotético conhecimento de causa do qual a maioria é desconhecedora, ora sendo mais de um quinto da população mundial muçulmana, é muito difícil que a maior parte das pessoas nunca tenham tido contactos directos com o islão, tal como é difícil encontrar gente que nunca se tenha cruzado com um chinês. Isto sem considerar o facto de que o islão é muito, ou foi até agora, mais expansivo do que este povo do oriente.
Esta moda começou por uma elite intelectualizada, mas logo se pegou aos papagaios que gostam de ficar bem, basta ler um indice sobre qualquer coisa na Wikipédia, decorar os termos técnicos, e logo se está habilitado pela santa ordem da luz do esclarecimento eterno e omnisapiente a chamar os outros de ignorantes, mesmo que não se saiba mais nada do que três termos dos quais se desconhece o conceito em profundidade. Há uns anos gozava-se com quem usava óculos para parecer mais inteligente, com a massificação das lentes de contacto isso desapareceu, mas outras modas como esta vieram ocupar o seu lugar.
Uma citação da entrevista.
"– Por que se ofenderam assim os muçulmanos?
– A caricatura do profeta Maomé que foi feita de uma maneira moderna porque naquele tempo não havia bombas. De facto, apesar de Maomé ter sido um guerreiro, não tem nada a ver com a situação presente, num momento em que tem havido ataques em particular dos Estados Unidos e de Israel a alguns países muçulmanos. Naturalmente que houve uma reacção excessiva em relação a um jornal cujo objectivo não era certamente ofender muçulmanos. Há de facto em tudo isto uma reacção também política."
Muita astucia na argumentação de trazer por casa que cala a boca a quem é esclarecido, mas no caso de um ignorante, pode provocar uma resposta do tipo: "Em que é que isso responde à pergunta?" Lembra-me o caso daquele agricultor alentejano nas alturas do PREC, que apesar de lhe explicarem os fundamentos do comunismo, não conseguia perceber como é que ia sachar as batatas se a enxada tinha de ficar nas instalações da cooperativa.
E outra
"Alcácer Quibir os cristãos foram bem tratados quando ficaram prisioneiros."
Mais uma vez com a parcialidade se enganam "esclarecidos", então D. Afonso Henriques também não tratou bem os muçulmanos ao conquistar Lisboa, que dizer dos escravos europeus levados por muçulmanos durante as invasões. Os cristãos eram maus pois eram, mas os muçulmanos não são melhores.
Ora mas este senhor estudou tanto, é difícil não saber estas coisas.
Tudo isto devido à exposição da Gulbenkian: Mil anos de Esplendor do Islão na Gulbenkian, ena a Gulbenkian é mesmo velha :D, é que deve ter sido o único sitio onde se viu esse "esplendor".
Ora depois de tanto texto sobre papel bonito e caligrafias arabescas antigas, modernas, perdidas, enfim nada de interesse, papel carcomido, não se falou da mulher no islão, da liberdade, essas sim coisas esplendorosas. Quanto à exposição não a vou ver, quem for que diga de sua justiça.
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sexta-feira, março 14, 2008
Raças perigosas controladas
O Governo quer proibir a importação, reprodução e criação de cães de sete raças consideradas perigosas e de todos aqueles que resultem do cruzamento destas raças, anunciou esta sexta-feira o Ministério da Agricultura.
Ora essa Sr. Ministro, devia começar-se pelas pessoas que são mais perigosas do que os animais.
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Silvério
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terça-feira, março 11, 2008
Cuidado com os esquimós.
O Ártico aparece como a principal fonte de potencial conflito directo para os europeus.
Depois da política energética e das medidas adoptadas para diminuir as emissões de gases com efeito de estufa, as implicações das alterações climáticas chegam à segurança e ao pensamento geoestratégico da União Europeia (UE). Pressões migratórias, desestabilização de regiões com interesse estratégico para a União e conflitos em torno de recursos, nomeadamente com a Rússia, são alguns dos riscos identificados.
Afinal são os russos...
A UE parece que já quer preparar a desculpa no caso de haver guerra na Europa. Claro que no relatório o Islão não aparece como ameaça.
Entre as ameaças identificadas pontificam as deslocações de populações das zonas mais afectadas. O relatório remete para as previsões da ONU, segundo as quais em 2020 haverá "milhões de migrantes 'ambientais'" e salienta que a Europa "deve esperar um aumento substancial da pressão migratória".
Uipi! Mesmo a calhar. Pelo menos a imigração é fácil de justificar. Andam os europeus a ir para lá apanhar sol, e eles a virem para cá para fugir dele.
De resto, as regiões mais vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas têm todas elas algum tipo de interesse estratégico para os 27, nomeadamente em termos de aprovisionamento energético.
E eu a pensar que eles se preocupavam mesmo com os pobres.
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quinta-feira, fevereiro 28, 2008
O cristianismo, a psicologia e o etnomasoquismo europeu
No século XIX e inícios do século XX o anticlericalismo encontrou a sua expressão máxima nas diversas manifestações populares e intelectuais que tomaram parte na Europa essencialmente contra a igreja católica. A separação dos poderes entre a Igreja e o Estado foi disso mesmo um exemplo que não deixa dúvidas acerca das intenções de laicização da sociedade que os novos poderes pretendiam instituir. Se antes o eixo da vida se centrava na fé num deus, durante este processo de descrença religiosa do homem ocidental as atenções viraram-se concomitantemente para uma ciência marcada pelo positivismo científico e para a esperança num sistema económico liberal. A primeira, prometia a cura de todos os males e um homem totalmente saudável num mundo onde a ciência e a tecnologia simbolizavam o próprio progresso civilizacional; A segunda professava o direito natural que todos os indivíduos possuem de conquistar riqueza material. Assim sendo, a fé mudou de eixo paradigmático, deixando de se centrar no além para se fixar na melhoria das condições da própria vida terrena. Esta mudança de mentalidade acompanhou os diversos domínios da sociedade e a ida ao confessionário religioso, foi progressivamente substituída pela ida ao‘confessionário laico’. Na verdade as competências do psicólogo moderno roçam as do antigo padre católico. Deste modo não se pode ver neste processo uma verdadeira dicotomia, mas mais uma continuidade que, apesar de impulsionada pela nova mentalidade laica, vai beber o seu verdadeiro fundamento aos costumes antigos, possuindo ainda muito das velhas estruturas de pensamento que fundam a nossa Era e que chegaram quase intactas até aos nossos dias. Senão vejamos a semelhança entre a moral cristã e a psicologia contemporânea: apesar de todo este positivismo científico que quase toca as franjas do método experimental, o ‘psicológico’ assumiu nos tempos que correm, em cada um de nós, uma espécie de categoria mágico-religiosa com poderes inimagináveis capazes de transpor todo o tipo de barreiras, sejam elas de ordem social (como a falta de emprego que se ultrapassa através de uma atitude “pró-activa”); sejam elas de ordem da saúde individual e física como por exemplo as doenças genéticas ou os próprios vírus. É a “força” psicológica que o indivíduo possui que supostamente pode combater os problemas que lhe surgem ou mesmo impedi-lo de ser assolado por eles. Esta forma de pensamento assemelha-se em tudo à crença nos milagres concedidos pelas entidades beatificadas da cristandade, como sejam os santos ou pelo próprio Cristo. Só que o milagre já não se centra no exterior do indivíduo mas concentra-se no seu interior, consumindo-o de desejo por essa capacidade absoluta de domínio sobre si e controle da sua própria vida. E contudo, esta auto-afirmação do sujeito psicológico com poderes superiores que o tornam uma espécie de entidade transcendente à sociedade e às dificuldades da vida inerente a ela, será o último resquício de poder que o sujeito assume face às ameaças exteriores depois de ter sido desapropriado de toda a autonomia no mundo. Um último grito ilusório de auto-afirmação; uma prova dada de que ainda respira e é dono de si próprio.
Não será verdade que, o cristianismo aconselha o homem a dar a outra face ao seu inimigo, e que simultaneamente é recorrente a psicologia contemporânea procurar a todo o custo a adaptação do indivíduo ao meio? Ora quando o sujeito se adapta a um meio que lhe é hostil que se poderá dizer senão que essa forma de comportamento exige submissão? O mesmo género de submissão que o cristianismo exige aos seus crentes. Uma submissão que será igualmente do mesmo tipo daquela que um povo oprimido tem pelo seu líder déspota em troca de favores de protecção. Uma submissão que esconde a verdadeira natureza do homem ocidental e que o amordaça nas teias da cobardia. Uma submissão estrutural que o contamina desde há séculos e que na realidade em nada lhe pertence. Porque na verdade o cristianismo é-nos alógeno e não é conhecido que os povos pré cristãos na Europa fossem submissos. Eram povos guerreiros que conquistavam todos os dias, o seu direito aos territórios que ocupavam. A história pré-cristã europeia é uma história acompanhada por lendas de heróis e de Deuses guerreiros e não de mártires submissos e cobardes.
O medo sempre existiu. Mas sempre existiu também a sua contraposição, a coragem. A corrupção da coragem foi a consequência mais arrasante e destruidora que esta estrutura mental própria do cristianismo nos impôs dia após dia, ano após ano, século após século. Ela é o facto mais aterrorizador que alguma vez assolou uma civilização. Porque ela impede a mudança que se sonha dentro de nós e subjuga-nos a uma vida que não é nossa; tolhe-nos os sonhos e transforma-os em pesadelos; retira-nos todas as armas com que fomos dotados pelos nossos antepassados; transforma-nos em seres rastejantes dentro da nossa própria consciência; deixa-nos à mercê do inimigo; e faz-nos ver a sua imagem quando nos vemos ao espelho. O pecado e o medo do demónio existem para nos controlar e manter-nos dentro das marcas de submissão que um deus alógeno inventou para facilitar a execução dos seus planos em se tornar um deus único e universal. Um deus que não admite a ideia de existirem outros deuses diferentes de si. Um deus que se quer impor juntamente com o seu mundo globalizado e globalizante onde todos os povos serão um só produto híbrido genético e cultural. Nada lhe escapa – o indivíduo, a sociedade, o mundo. E nos dias que correm é ele o responsável por um etno-masoquismo europeu que instalou a culpa pelo nosso passado. Não se contentando em assassinar os nossos deuses autênticos; não se contentando em destruir os nossos heróis; ainda exige que nos envergonhemos deles, como se eles não tivessem sido aqueles que inspiraram os nossos antepassados nas lutas que combateram para se manterem vivos e nos deixarem o legado que foi o seu território, a sua história e o seu sangue, geração após geração até desembocar em nós, e só por isso estarmos aqui; e só por isso sermos nós; e só por isso estarmos vivos.
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segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Jamais! Jamais!
All or nothing
It is a deliberate strategy. Seeing that most equipment might have to be imported and that manufacturers in Germany and Denmark were overwhelmed, the government set about creating a home-grown renewables industry.
To Portuguese politicians, this seemed a dream formula: cure the climate, cut out imports and create jobs. It was all or nothing.
Andamos a ser governados por mongos que só conseguem ver no máximo até 4 anos de distancia. Quantos malucos já vinham a dizer há mais de 10 anos estas coisas. Quantos não dizem hoje coisas de loucos, que daqui a 10 anos vão ser tidas como inovadoras pelos fracos da vista. Outras só daqui a 100, algumas nunca? Esperamos que não.
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Capitulo 1: A Batata
O aumento da procura alimentar na China e Índia, o aumento do consumo de carne, a aposta de vários países em biocombustíveis (que integram na sua produção cereais) e as más colheitas em 2007 são alguns do factores que têm contribuído para o encarecimento dos bens alimentares a nível mundial. Recentemente, a FAO (Organização Alimentar e de Agricultura) avisou que dificilmente esta tendência inflaccionista irá abrandar nos próximos tempos.
Como é teoria da conspiração não vou citar fontes, que é para ficarem na dúvida.
Claro que aos mais inteligentes estas justificações fazem todas sentido, os mais ignorantes vão ficar com dúvidas. Porque é que num mundo que nunca teve tanta gente para trabalhar, e onde nunca se trabalhou tanto (não falo do pessoal que anda a ler blogs na net) existe falta de comida? Já para não falar de que já não existem guerras feias como aquela segunda não é? Ora se um estado não está em guerra porque é que as pessoas passam fome? Das duas uma, ou se está em guerra e se passa fome por isso, que foi o que aconteceu na altura do Estado Novo, ou então temos escravos famintos. Claro está, porque é que quando os lucros aumentam nas empresas os ordenado não sobem? Porque haviam os lideres do mundo livre, e do mundo escravo, dar de comer aos pobres, se os pobres mesmo de barriga vazia continuam a trabalhar.
Próximo Capitulo: Os transgénicos são a solução. Não perca porque nós também não.
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Sudão vai expulsar organizações dinamarquesas do país
O presidente do Sudão, Omar el-Beshir, anunciou hoje que vai expulsar organizações dinamarquesas e boicotar produtos deste país, além de censurar as entidades dinamarquesas, em retaliação pela publicação de caricaturas do profeta Maomé na Dinamarca.
(Epá, também o que é que os dinamarqueses andam a fazer no Sudão.)
Entre as organizações dinamarquesas presentes no Sudão estão o Conselho Dinamarquês para os Refugiados e a Cruz Vermelha Dinamarquesa, que actuam principalmente na região do Darfur.
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Quanto a boicotar, o Sudão não deve ser grande importador de coisa nenhuma, a não ser de dinheiros comunitários.
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sexta-feira, fevereiro 22, 2008
A Opera vai salvar o Mundo!
A Opera mas não é esta, é aquela que decidiu apoiar o Obama. É que desde essa altura que muita gente aparece a falar de política aí pelas esquinas. Esperemos que não se fiquem por aqui.
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terça-feira, fevereiro 19, 2008
Portugal vai reconhecer Kosovo "na altura própria"
Os analistas dizem que será algures entre o momento em que o PM baixar as calças e o momento em que as voltar a subir.
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Ah seus terroristas EUROPEUS!!!
[...]estragos causados de manhã por SATSIMERTXE SOPURG de sérvios do Kosovo[...]
Grupos extremistas malandros! Fazem estragos por qualquer coisa, como se roubar uma região fosse coisa para tanto alarido e violência. Uns verdadeiros bárbaros. Coitados dos albaneses, ainda vão deixar de receber o subsidio social da Sérvia e ainda têm de aturar estas coisas. O que vale é que a UE sabe ajudar quem precisa.
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domingo, fevereiro 17, 2008
"Gondor independente e livre"

Eis que quando o feiticeiro branco cofiava a sua longa barba, desprovido de fé nos deuses do ocidente, apenas com a lucidez da sua razão e muita esperança nos Homens novos, que como imaturos jovens ainda lutavam pelas suas causas e pela sua sobrevivência, viu o olho de Sauron apagar-se por entre as trevas de Mordor.
A noite era de festa em Gondor, todos os cidadãos desdobravam-se em preparativos para dar a boa nova. Até meio do dia seguinte todos tinham que ser informados, os faróis da cidade branca passariam a ser o símbolo de uma terra média livre, sem fronteiras. Os últimos bastiões do outrora domínio do senhor negro, mantidos por diversas espécies de criaturas degeneradas pela sua ignorância, recusaram-se a aceitar a derrota, resistindo cegamente e tentando a todo o custo travar a nova era que se avizinhava. Não constituiam problema, mesmo os mais remotos, facilmente cederiam ao inevitável avanço do exercito novo, tão imenso que os seus estandartes seriam visíveis de todos os cantos do mundo. Era apenas uma questão de tempo. Os cavaleiros negros da marca, resistindo furiosamente, tão ágeis no braço como no insulto ainda provocavam algum estrago, mas muitos de entre eles também estariam dispostos a aderir à nova ordem levados pela visão da nova era.
O feiticeiro branco cofiava a sua longa barba reflectindo sobre a forma perfeita como tinham corrido os seus planos, e não podiam ter corrido de outra forma, depois de mortos todos os que podiam de alguma forma por em causa a defesa da cidade branca, e tendo o inimigo sido corroido nos seus alicerces pelos espiões que ele enviou, não era preciso fazer mais nada a não ser esperar. Esperar que quando provocado o senhor negro enviasse as suas tropas, as poucas que conseguisse reunir, para se esmagarem contra a fortaleza que ele tinha preparado. Mas nem isso, os orcs vazios na sua graça tinham sido fáceis de comprar, a vergonha que tinham pelo que eram, era o combustível invisível que ele precisava para incendiar Mordor.
Nessa noite nenhum Gandalf apareceu. Há muito tempo que ele já se tinha visto livre de todos os outros feiticeiros. Agora ele, Saruman, depois de ter destruído o último dos senhores da 3ª Era, podia finalmente deixar de ser Saruman O branco para passar a ser O de todas as cores.
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quinta-feira, fevereiro 14, 2008
sábado, fevereiro 09, 2008
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
La la la human steps
Para ver e apreciar daquilo que de bom ainda se faz no Ocidente.
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quinta-feira, janeiro 17, 2008
O Cheiro nauseabundo em Lisboa afinal era proveniente de um frasquinho ...
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1316978
Leia-se a notícia acima sobre o cheiro nauseabundo que ontem invadiu as ruas de Lisboa, nomeadamente, e segundo o jornal da sic noticias da meia noite, as zonas de: Entrecampos, Campo Grande, Saldanha e Praça de Espanha, tendo alguns prédios sido evacuados. Os peritos chegaram à conclusão de que afinal o cheiro era proveniente de um frasco quebrado junto à faculdade de farmácia.
Ora se isto não é passar um atestado de estupidez ao povinho não sei o que será. Mas quem é que acredita que de um simples frasquinho poderá vir um cheiro capaz de se fazer sentir numa área tão grande como a descrita pela comunicação social???Que não queiram divulgar o verdadeiro motivo de tão nauseabundo cheiro por uma zona tão extensa é uma coisa, mas que gozem com o povinho à força toda é outra. Isto realmente já cheira mal... muito mal mesmo, que isto o povinho é sempre o corno da festa que como se costuma dizer: é sempre o último a saber.
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Inês
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terça-feira, janeiro 01, 2008
A Honra e o Sentido da Vida
Desde que Peristiany escreveu Honra e Vergonha[1], estudo sobre os valores da sociedade mediterrânea, que muito pouco ou nada se discute sobre o tema. Quero focar este texto sobre a questão da honra.
Parece-me que embora os estudiosos não separem a honra da sua antagonista vergonha, a primeira possui valor autónomo em si própria. Pois, bem o sabemos, a maioria de nós, não tendo vergonha de nenhum gesto seu, igualmente também não possui especial orgulho em nenhum dos seus comportamentos. Vive-se o dia a dia numa espécie de dormência existencial; somos arrastados por uma força quase externa às nossas obrigações normais, costumeiras, as quais realizamos com gestos mecânicos e rotineiros. Ausentes da vida como de quase tudo o resto, perseguimos o nosso rumo obrigacional em direcção ao vazio com a esperança de sermos compensados pelo descanso merecido de pelo menos termos as noites livres para os sonhos onde o nosso pensamento se liberta dos grilhões da nossa escravatura dourada. Falta-nos um sentido; uma razão de ser maior do que a existência para que esta se torne digna do nosso sacrifício diário. A normalidade já não nos compensa. Precisamos de verdadeiros motivos, verdadeiras alegrias, as quais enganamos com as prendas com que nos agraciamos e que adquirimos nas grandes catedrais do consumo. Um retorno à infância talvez, quando receber um brinquedo era uma festa. Mas passada a euforia dos primeiros momentos, voltamos à nossa condição de depressão residual. E toda a alegria atingida se esvai porque afinal a forma como a conseguimos era frágil e efémera. Tentamo-nos convencer de que está tudo bem e que somos tolos.
Mas afinal o que nos falta? Falta-nos o sentido. Essa sensação de que fazemos parte de algo maior do que nós, essa sensação de que nos transcendemos a nós próprios, de que somos capazes de fazer o que tem de ser feito, o que sentimos dentro de nós que tem de ser feito e de que temos de ser nós a fazê-lo. Falta-nos esse sentimento de transcendência de sermos especiais não por possuirmos, mas por sermos. Falta-nos o Verbo. E o verbo vem antes dos adjectivos. Falta-nos o conteúdo para a forma. Falta-nos a prenda dentro do embrulho. Falta-nos tudo isso. Precisamos de enformar os nossos fatos com carne verdadeira e a carne verdadeira com a alma. E tudo isto só pode ser conseguido quando nos capacitarmos que a honra é a moral que nos une ao divino e que faz de nós criaturas maiores do que os ratos.
É pela honra que nos transcendemos, pelo orgulho de sermos quem somos, pela glória de conseguirmos estar onde devemos estar e de fazer o que temos de fazer. Pela urgência de acontecermos antes de morrermos. Pela necessidade imperiosa de vencermos a nossa morte não amanhã, mas agora. Pela vontade de vivermos para além dos limites da nossa vida, do nosso tempo fugaz.
É pela honra que conseguimos derrubar obstáculos, fazer história. É pela honra dos homens que as sociedades evoluem, se transformam e se dignificam. É sobre o sangue dos nossos antepassados que caminhamos. E será sobre o nosso, que caminharão as gerações futuras. E no entanto, quantas vezes na nossa vida actual ouvimos falar em honra?
Na verdade a honra caiu em desuso. Tornou-se obsoleta. A honra e sentimentos a ela derivados como a glória e o épico. É absolutamente incrível como a sociedade consegue apagar dos seus cidadãos emoções e sentimentos através de coisas tão concretas e definidas como decretos de lei. Isto parece ridículo, mas na verdade basta-nos pensar na forma como condenando certo tipo de comportamentos associados a fases históricas que se querem apagar da memória colectiva, eliminam-se conceitos linguísticos do vocabulário corrente sem os quais ficamos impossibilitados de pensar e estruturar determinado tipo de emoções humanas. Por exemplo, eliminou-se completamente o conceito de glória de nação, devido à intenção política de fazer cair no esquecimento o nacionalismo e o sentimento de pertença a uma mesma identidade cultural nacional, fruto das necessidades recentes de integrar o povo numa cultura mundial necessária à tão desejada globalização. Quais são os homens hoje em dia que pretendem conduzir o seu povo à glória? Os políticos deveriam encabeçar esta lista. E no entanto são os mais acusados de corrupção e de falta de dignidade no cumprimento das suas obrigações para com o país.
O que nos falta para assumirmos a condição de heróis e de vestirmos o embrulho que nos dará alegria para a vida inteira? O que nos faltará para nos descobrirmos a nós próprios? Faltam-nos as armas do pensamento que está tolhido e amordaçado pela conjuntura sócio-politica em que vivemos. Não é só na sociedade que George Orwell ficcionou na sua obra 1984, que existia polícia do pensamento. Também hoje, aqui e agora, existem formas de domesticar as mentes mais subversivas e de as pôr no devido eixo para que se impeça o progresso do rumo histórico.
O pensamento domestica-se primeiro lugar, através da censura generalizada de actos e comportamentos associados à honra e glória, incluindo os históricos, propagada pelos devidos meios de socialização (escolas, cultura e meios de comunicação social); e em segundo lugar, pela restrição linguística do vocabulário à medida que essas formas de acção e pensamento vão desaparecendo.
Não podemos pensar aquilo que não conhecemos. Muito menos agir de acordo com isso. E é mesmo esta a intenção política da actualidade. Transformar as massas populacionais amorfas, em criaturas iguais a essa classe corrompida moralmente. Acabar com toda a réstia de esperança de um dia nos realizarmos como Pessoas com “P” grande como se escrevia Pessoa. Porque essa fonte de energia é a mais incontrolável e a mais perigosa que pode existir para aqueles que pretendem manter-se eternamente no poder. A energia da verdadeira alma; daqueles que ainda respiram e que sentem que a hora é chegada. Que não ficam à espera que algo aconteça para saírem do marasmo em que nos fazem viver. Aqueles que sabem que a sua honra vale mais do que a morte. Porque quem não tem motivos pelo que morrer, também não tem motivos pelo que viver.
O futuro espera por nós. O futuro espera pelos seus heróis, pelos seus sonhadores, pelos seus artistas, pelos seus guerreiros. O futuro espera por nós para que possa nascer. Que nos tornemos nos seus heróis vivos em vez dos pais mortos. É disso que ele precisa. É disso que nós precisamos.
[1] Peristiany, J.G. (org). Honra e Vergonha: Valores da sociedade mediterrânea.
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Inês
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quinta-feira, novembro 01, 2007
Coisas tristes
Ao que parece Moçambique recusou a oferta de um camião do lixo com 25 anos da CM do Porto, afirmando que não precisam do nosso lixo e que por lá só se usa do novo e do melhor, e ainda que os Europeus nos últimos tempos andam a pensar que podem mandar para África todo o lixo que já não tem utilidade. Afirmação que me parece acertada, mais que não fosse por tratar-se mesmo de um camião de lixo. É deveras triste ver esta mentalidade tuga de dar ao africano os restos do prato como que pagamento dos anos de colonialismo, mesmo que eles digam que não apreciam a oferta. E por cá se vai formatando cabeças, mais por falta de actualização das politicas de ensino, do que propriamente por conspiração. É que toda a maquina pensante do sistema português só daqui a 10 ou 20 anos é que vai-se aperceber do que é que isto quer dizer, e nessa altura vão gritar bem alto "Eureka!" como se tivessem descoberto a pólvora. Tristes iluminados, que não fosse pelo mal que causam aos outros, dariam mais dó do que revolta pelas injurias que realizam contra a memória e o património do nosso povo.
Infelizmente está fora de questão poder manda-los para África, visto que nem mesmo os africanos os aceitam pois já passaram dos 25 anos no poder.
Publicada por
Silvério
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